Para Ler e Refletir.


Num determinado fim de semana, o Gerente (Anselmo) de uma grande industria, foi até a casa de seu subordinado (Carlos) para lhe fazer uma visita, pois este acabara de sofrer uma pequena cirurgia no braço. Antes de chegar à casa de Carlos, a esposa de Anselmo (Selma) aconselhou seu pequeno filho de 6 anos (Ricardinho) a não tomar de jeito nenhum a água da casa do Pedrinho (filho de Carlos e Célia), pois, era uma água suja. Imaginem que na casa de Carlos vivem 6 pessoas e todas elas se abastecem da mesma água filtrada, por um filtro bem simples é claro, mas todos vivem sem problemas por causa disto.

Chegando lá, todos conversaram durante algum tempo e passado umas quatro horas, Ricardinho disse a sua mãe que estava com sede e Célia prestativa como sempre, já correu até a cozinha, pegou um copo d'água do filtro e ofereceu ao menino. Mas Selma no mesmo instante, colocou sua mão à frente e disse que seu filho não tomaria daquela água, pois, já havia tomado muita agua antes de sair de casa. Célia então toda sem graça foi até a cozinha e despejou a agua na pia, ficando encafifada com aquela situação.

Passado uns 6 meses, Anselmo e Selma descobrem que Ricardinho desenvolveu uma doença grave e rara, e que necessitará urgente de uma transfusão de orgão. Só que eles não imaginavam que a compatibilidade do orgão seria o fator de maior problema para seu filho.
Depois de várias tentativas sem sucesso e o menino piorando cada vez mais, Anselmo se abre para Carlos e lhe conta toda a situação vivida no momento. Carlos sensibilizado com a situação sugere a Anselmo a possibilidade de fazerem o teste de compatibilidade com Pedrinho.

O resultado dos exames deram Positivo e Pedrinho era o doador ideal para Ricardinho.

No mesmo instante internaram Pedrinho para retirada de seu orgão vital para a sobrevivência de Ricardinho. Todos choraram de felicidade, mas em momento algum passou pela cabeça de Selma que aquele orgão do Pedrinho poderia estar sujo e não poderia entrar no corpo limpinho de Ricardinho.

(Esta história é veridica, e foi relatada por um cliente. Os nomes aqui citados são ficticios)

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A Dna Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem apresentada. Estava a mudar-se para um lar da Terceira Idade (Casa de Repouso), porque o marido com quem vivera 70 anos tinha morrido a pouco tempo.
Esperou pacientemente duas horas na sala de visitas e quando a funcionaria lhe veio comunicar que os seus aposentos estavam prontos, recebeu-a com um sorriso aberto. Pelo caminho ia ouvindo a descrição de sua nova morada:
- Ah, eu gosto mesmo desse quarto, disse ela com o entusiasmo de criança, que acaba de receber o presente há muito esperado.
- Mas a senhora ainda nem viu o seu quarto direito, disse a funcionaria.
- Nem preciso, respondeu, felicidade é algo que se decide por princípio, e eu já decidi que vou gostar! É uma decisão que tornou a cada dia ao acordar. Tenho duas opções: posso ficar o dia inteiro na cama pensando nas dores que tenho pelo corpo, ou posso levantar-me agradecendo a Deus pelo que está bem em mim.
Cada dia é um presente. E enquanto os meus olhos se abrirem, vou fixa-los no novo dia e nas boas lembranças que guardei para esta época da minha vida. A velhice é como uma conta bancária: resgata aquilo que depositou. Portanto aconselho-a a depositar um montante de alegria e felicidade na sua conta de lembranças. E como vê, eu ainda continuo a fazer depósitos. E, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita que fará sua vida muito melhor:

1- Jogue fora tudo o que não é essencial para sua sobrevivência. Isto inclui idade, peso e altura. Deixe que o médico se preocupe com essas coisas, para isso lhe paga.
2 - Prefira os amigos alegres. Os pessimistas puxam você para baixo.
3 - Mantenha-se sempre aprendendo. Aprenda mais sobre tudo: computador, jardinagem, cozinha, artesanato, qualquer coisa. Não deixe o cérebro desocupado. Uma mente sem uso é oficina do diabo.
4 - Goste e admira coisas simples.
5 - Ria sempre, ria até perder o fôlego.
6 - As lágrimas acontecem. Acolha, sofra e siga em frente. A única pessoa que a acompanha a vida toda é você mesma, Esteja viva enquanto viver.
7 - Tenha sempre perto aquilo que gosta: família, animais, flores, lembranças, musica, seja o que for. O seu lar é o seu refúgio.
8 - Aproveite a sua saúde. Se for boa preserve-a, se está instável, melhore-a, se está abaixo desse nível peça ajuda.
9 - Não faça viagens de remorsos. Faça viagens criativas, vá as compras, passeie a pé, estenda a sua viagem e vá ao lugar vizinho.
10 - Diga a quem você ama, o quanto você a ama, em todas as circunstâncias.

( Texto do almanaque de Santa Zita)

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Uma história que merece ser contada!

Camilo era um menino de braços estranhamente finos e longos para sua estatura. Sua postura desajeitada era, muitas vezes, motivo de galhofas. Vinha de uma família humilde e desestruturada: Cinco irmãos, cada um de um pai; nenhum presente. A mãe, de algum jeito, tentava manter a família. Como um pássaro livre, o menino se criava: Subia em árvores, pulava cerca, nadava em rio. Vivia aprontando traquinagens pelas ruas da pequena cidade, do interior mineiro, onde morava. Já estava com dez anos. O grupo escolar o avaliara como incapaz e rebelde, não permitindo sua inclusão no ensino regular.

 Foi então encaminhado para a recém criada escolinha Pestalozzi, que, naquela cidade, alem de cuidar de crianças especiais, atendia crianças com outros tipos de problema.
Chegou trazido por uma autoridade policial que o encontrou perambulando pelas ruas.
 Desconfiado e contrariado, se rebelava contra a imposição de permanecer na escolinha.
 D. Lygia, diretora da escola, a quem todos tratavam de “Tia Lygia”, observou o menino desengonçado, de pele parda, braços finos e olhar vivo.  Com carinho e autoridade, atributos que lhe era peculiar e que todos respeitavam, disse:
- Não fique assustado. Você está entre amigos. Em primeiro lugar você vai tomar banho, vestir roupa limpa e lanchar.  Depois, vamos conversar.

Camilo sentiu confiança no olhar daquela senhora.  Obedeceu.
 Aos pouco passou a se integrar a escola de forma livre e espontânea.

O médico da escolinha atestou que a atrofia muscular nos braços do menino, e seu jeito meio desengonçado, poderia ser proveniente de algum tombo quando bebe.

Tia Lygia, com o passar dos dias, começou a perceber o potencial e o caráter daquele jovem de riso franco e olhar sincero. Sentiu que ele era capaz, e que merecia ser ajudado e encaminhado, a uma maior integração social.
 Assim, após entrar em acordo com a mãe do menino, D. Lygia levou-o para morar em sua casa.
Camilo ajudava cuidando das galinhas, molhando a horta, fazendo mandados. Era pessoa de confiança e pau pra toda obra.
 Um dia ganhou uma bicicleta, que só poderia usar conforme o comportamento.
 Desta forma, com obrigações, direitos, deveres e carinho, Camilo, ia sendo educado.
 Depois de alfabetizado, foi matriculado no grupo escolar, o mesmo que o havia julgado incapaz.  Ali, concluiu o ensino fundamental.
Tornou-se grande companheiro da Tia Lygia, que após ficar viúva, passou a morar sozinha; já que as filhas casadas moravam em outra cidade.
 Nas férias, as netas de tia Lygia encontravam no menino um grande companheiro, pronto a acompanhá-las e protegê-las nos passeios e brincadeiras.
O tempo foi passando... Com ajuda de Tia Lygia, Camilo arrumou emprego numa fabrica de tecido.
 Nos dias de pagamento ela o esperava na porta da fábrica e o alertava:
  - Camilo. Sei que hoje foi dia de pagamento. Antes que você saia por ai gastando, deve separar uma parte para colocar na poupança. Sua mãe e seus irmãos precisam de ajuda.

 Muito contrafeito, Camilo entregava o ordenado à tia Lygia. Ela separava a quantia que ele precisaria para passar o mês e o restante era colocado numa poupança.
 Qualquer amigo de Tia Lygia era instigado, por ela, a ajudar o rapaz: Com um saco de cimento, uma janela; qualquer ajuda era bem vinda.
Aos pouco, o menino, agora um rapaz, foi construindo a casa para a mãe e os irmãos.
 
Quando tia Lygia adoeceu, e teve que ser levada para outra cidade com mais recurso, Camilo, sem que ninguém esperasse, sem nunca ter saído de sua pequena cidade, sem ter idéia de como se locomover em uma cidade maior: Apareceu no hospital. Pálido, sem dizer uma palavra, permaneceu sentado ao pé do leito da velha senhora. Olhar fixo no ontem... Gratidão e amor transpareciam em seu semblante.
No dia em que Tia. Lygia voltou para casa, fraca e carente de ajuda: Ali estava ele pronto a ajudar até na hora do banho.

 Tempo depois... Camilo casou. Tornou-se pai de um menino.

Logo após, Tia Lygia faleceu.

Mas a historia não termina ai.

Com a vida mais sedentária.... Já com um filho. Sem nadar no rio, subir em árvore, correr pelo pasto, pular cerca: O jovem apresentava,  a  cada dia, maior dificuldade para certos movimentos.
Mas ele perseverava...
A fabrica havia fechado.
 Sua esposa passou a fazer salgadinhos. Ele, conhecido e querido por todos, saia de bicicleta para vende-los. Sua vida ia se estabilizado. O negocio de salgados prosperando. Já tinha seu carrinho e sua casa ia sendo construída aos poucos. Seu filho era alegre e cheio de vida.

 Porem... A vida tem sempre um porem... A partir dos oito anos, o menino começou a apresentar problemas motores e musculares semelhantes aos do pai.
Na criança, com a vida mais resguardada, sem os exercícios da vida livre e solta como havia sido a pai: o problema se acentuava dia a dia.
Médicos e exames foram feitos. Não só na pequena cidade, como num grande centro.
Feito o diagnóstico, ficou comprovado que ambos, pai e filho, sofriam de atrofia muscular progressiva. AMP
Triste a historia?
Pode ser... Porem, mais do que triste, um exemplo de união, amor e coragem.

Camilo e sua esposa organizaram sua vida. Conquistaram seu espaço. E apesar de seus limites físicos: Camilo dirige seu carro, adaptado, oferecendo ao filho, já rapaz, o apoio e amor necessário para que ele, mesmo com uso de cadeira de roda, supere os obstáculos, trabalhe, estude e se integre a sociedade da melhor maneira possível.

Mantendo o mesmo riso franco e o olhar sincero do menino de outrora, Camilo, nas reuniões familiares, cita o nome da Tia Lygia com tanta gratidão e reconhecimento, que a todos emociona!
A saudade e o carinho deixados por D. Lygia no coração de seus filhos e netos, não se igualam a força do sentimento de amor, gratidão e respeito, guardados no coração puro e integro do menino que um dia fora taxado de incapaz, e que hoje, humildemente declara:

  “Eu era uma massa bruta. Tia Lygia me acolheu , deu forma e me poliu. Tudo que sou hoje, devo a Ela.

Camilo, Você é jóia rara!!


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A flor da Honestidade

Conta-se que na China antiga, um príncipe da região norte do país estava as vésperas de ser coroado imperador. Antes, porém, ele deveria se casar.

Conhecendo as exigências das leis e os costumes locais, ele resolveu promover uma disputa entre as moças da China, da nobreza ou não.

Feito o anúncio oficial, o príncipe marcou o dia em que receberia todas as pretendentes e lançaria o desafio. A vencedora seria sua esposa e imperatriz.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha tinha profundo amor pelo príncipe mas, sendo plebeia, nem podia sonhar em participar. Ao chegar em casa e contar sobre a cerimônia marcada para breve, a velha serva espantou-se, ao saber que a filha pretendia ir a celebração. Indagou, incrédula:

– Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes as mais belas e ricas moças da corte. Tire essa ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura!

– Não querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isso basta para eu ser feliz.

Chegado o dia do lançamento do desafio, a jovem plebeia chegou ao palácio. E de fato, lá estavam as mais belas moças da nobreza, com belas roupas, com joias finas, e todas com a firme intenção de se tornar imperatriz.

Após uma grande espera, o príncipe finalmente anunciou o desafio:

– Darei uma semente a cada uma de vocês. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e imperatriz da China.

Na casa da velha serva, sua resignada filha se esforçava para produzir uma flor a partir da semente recebida. Mesmo não tendo habilidades com jardinagem, ela cuidava com paciência e ternura, na esperança de conseguir uma flor tão bela quanto o seu amor pelo príncipe.

Passaram-se 3 meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia, semana após semana, o tempo foi se esgotando até que se completaram os 6 meses do desafio e nada havia brotado no vaso que ela com tanto carinho cultivava.

Na hora marcada ela estava lá, com seu vaso vazio. Ao contrário dela, as outras moças chegavam com uma flor mais bela que a outra, das mais variadas formas e cores.

Chega por fim o esperado príncipe e entra no salão. Uma por uma, observa todas as pretendentes, todas as flores, inclusive a plebeia e seu vaso vazio. Após uma curta reflexão, aponta a jovem plebeia com sua futura esposa. O salão ecoou uma surpresa geral. Ninguém entendia a escolha daquela que nada havia cultivado. Calmamente o príncipe esclareceu:

– Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade. Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

“Se para vencer, estiver em jogo sua honestidade, perca. Você será sempre um vencedor!”

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O mundo não é mesmo perfeito

Katlin compôs duas canções mais tocadas no mundo inteiro, inclusive uma delas sendo trilha sonora de novela em horário nobre onde é apresentada em vários países.

Ela resolveu compor estas canções aos 45 anos de idade, de uma penitenciaria onde cumpre pena por assassinato.

Katlin tem uma filha deficiente auditiva e visual com  18 anos de idade e um netinho de 3 anos.

Sua filha Rose aos 15 anos, foi violentamente estuprada por um crápula estuprador e assaltante de banco. Na época da violência, o estuprador fugiu ileso, deixando Rose gravida de uma criança.  Katlin lutou com todas as forças na justiça para retirar a criança legalmente por meio de aborto, a justiça negou-lhe todos os pedidos. O tempo foi passando e sua filha Rose, sentindo-se fragilizada pela sua condição, resolveu assumir aquela criança, mesmo sabendo da maneira que fora concebida.

Katlin aceitou sua decisão, porem, jurou para si mesma que iria encontrar o crápula e acabar com a vida dele.

E assim foi, passado alguns meses de investigação por conta própria, conseguiu chegar ao estuprador.

Na hora certa, ficou cara a cara com o estuprador da sua filha e pai do seu neto, porem, seu ódio falou mais auto e Katlin sem remorso algum, deu cinco tiros no crápula, sendo um deles na cabeça, como forma de execução mesmo.

Katlin foi presa em flagrante por assassinato e cumpre pena de vinte anos, numa penitenciaria de segurança máxima. Seus advogados estão apelando as cortes máximas judiciais, alegando  legitima defesa em nome da filha que é deficiente e que foi vitima de violência e estupro.

A justiça até agora negou-lhe todos os pedidos feitos por clemência.

Seu netinho Philipe hoje com 3 anos vive com a mãe e a bisavó materna.

É uma criança linda, saudável, inteligente e sem nenhuma deficiência.

E ai fica a pergunta. Por que o crápula pode assaltar, estuprar e violentar, e suas vitimas só tem o direito de cruzar os braços e conviver com o próprio trauma?

Este mundo realmente não é mesmo perfeito. ________________________________________________________________________________

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